Órgão de fiscalização federal, o Escritório do Inspetor-Geral da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) apontou que cerca de 101 funcionários da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) ajudaram o Hamas a executar o ataque terrorista contra Israel em 7 de outubro de 2023.
De acordo com informações do New York Post, entre os citados estão diretores de escolas da agência da ONU, professores, seguranças, atendentes, conselheiros psicossociais e profissionais médicos.
O relatório aponta, por exemplo, que um vice-diretor de escola atuava também como vice-comandante das Brigas al-Qassam, o braço armado do Hamas, enquanto outro era líder de um esquadrão em uma brigada de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.
Além disso, cinco professores eram militares ou oficiais de inteligência do Hamas e de grupos terroristas aliados. Segundo o documento, um deles chegou a levar mísseis antitanque para ajudar o grupo terrorista no atentado, que matou aproximadamente 1.200 civis e sequestrou 251 pessoas.
A USAID orienta que todos os funcionários em questão sejam suspensos e impedidos de integrar programas financiados com dinheiro dos contribuintes dos EUA. Também quer proibir que eles recebam recursos de ajuda externa americana por dez anos.
Em contato com a imprensa israelense, Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, disse que o caso não é uma surpresa e que a UNRWA foi “totalmente infiltrada pelo Hamas e por simpatizantes terroristas”.
A agência não recebe mais financiamento por parte dos EUA desde fevereiro de 2025, por decisão do presidente Donald Trump. Entretanto, ela continua recebendo ajuda internacional, chegando a acumular 839 milhões de dólares (R$ 4,2 bilhões) em 2025.
