Quatorze países da América Latina e do Caribe anunciaram nesta terça-feira (22) uma ofensiva conjunta contra 24 organizações criminosas classificadas pelos Estados Unidos como terroristas. PCC e Comando Vermelho estão na lista. O Brasil, sob o governo Lula, ficou fora da iniciativa.
A declaração prevê medidas como congelamento de bens, restrições de vistos e imigração e responsabilização criminal de quem fornecer apoio material às organizações. Argentina, Paraguai, Chile, Colômbia, Peru e outros nove países aderiram ao movimento, articulado com os Estados Unidos por meio do chamado Escudo das Américas.
Enquanto vizinhos avançam na classificação, o governo Lula mantém posição contrária a enquadrar PCC e CV como organizações terroristas. Nesta terça, na própria ONU, Lula voltou a rejeitar essa designação e defendeu que o enfrentamento ao crime organizado seja feito com cooperação internacional, sem intervenção estrangeira.
O resultado é um contraste explícito na política regional de segurança: duas das maiores facções criminosas nascidas no Brasil estão na mira de uma ação internacional que prevê sanções, enquanto o próprio governo brasileiro decidiu não integrar a iniciativa.
