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Após perseguição a jornalista, EUA preparam retaliação contra Moraes

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Os Estados Unidos avaliam voltar a impor sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, após o episódio envolvendo medidas contra o jornalista Luís Pablo e suas fontes. A movimentação reacende em Washington as críticas à atuação do magistrado e ao avanço de decisões que atingem diretamente a liberdade de imprensa no Brasil.

O caso ganhou repercussão depois que Moraes autorizou medidas relacionadas ao jornalista, responsável por reportagens envolvendo o ministro Flávio Dino. A ofensiva provocou reação de jornalistas, juristas e entidades que enxergam risco grave ao sigilo constitucional da fonte, uma das principais garantias para o exercício independente do jornalismo.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, integrantes do governo Donald Trump avaliam recorrer novamente à Lei Global Magnitsky para aumentar a pressão sobre Moraes. O ministro já esteve no centro de fortes atritos com autoridades americanas justamente por decisões vistas nos Estados Unidos como incompatíveis com garantias básicas de liberdade de expressão.

A possibilidade de novas sanções mostra que a atuação de Moraes deixou de ser apenas uma controvérsia interna brasileira. Ao atingir jornalistas e fontes, o ministro amplia o desgaste institucional e oferece novos argumentos para quem denuncia abusos de autoridade e enfraquecimento das liberdades individuais no país.

Caso Washington avance com a retaliação, Moraes poderá enfrentar novamente consequências internacionais por decisões tomadas dentro do STF, aprofundando ainda mais a tensão entre Brasil e Estados Unidos.