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Após romper com bolsonarismo, Catan ignora agenda de Flávio em Campo Grande e se alinha a Zema

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O deputado estadual João Henrique Catan (NOVO) escancarou de vez o rompimento com o bolsonarista e passou a ser visto nos bastidores do grupo nacional como um mais um “traidor” do projeto que ajudou a sustentá-lo politicamente nos últimos anos.

Catan não mencionou a agenda do senador Flávio Bolsonaro (PL), que estará em Campo Grande na próxima quinta-feira (9) para a abertura da Expogrande, o parlamentar tem feitos sinais de um reposicionamento ao acenar ao eleitorado de centro-esquerda.

A mudança de postura veio acompanhada de um novo alinhamento político: Catan passou a ter o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como pré-candidato à Presidência da República. Zema é o escolhido pelo partido de Catan na disputa.

O silêncio em relação à agenda de Flávio na Capital chamou atenção de apoiadores e reforçou a leitura de isolamento político. Até então identificado com o campo conservador e com o eleitorado “verde e amarelo”, Catan agora migra para uma linha considerada mais independente ou, para críticos, oportunista.

A crise interna teria se agravado após a divulgação da lista de pré-candidatos ligados a Flávio Bolsonaro em Mato Grosso do Sul. Sem espaço no grupo e sem interlocução com o núcleo bolsonarista, que inclui o próprio Flávio e lideranças próximas ao ex-presidente, Catan optou por romper e buscar novos caminhos.

Nos bastidores, a decisão é vista como um movimento de sobrevivência política, mas também como uma traição. Isso porque, enquanto o bolsonarismo tenta consolidar palanque no Estado, a saída de Catan contribui para enfraquecer o grupo.

Com isso, o deputado deixa para trás o discurso alinhado ao ex-presidente e passa a trilhar um caminho próprio, ainda que, para muitos, marcado pela desconfiança e pela imagem de quem virou as costas para o grupo que o projetou.