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Banco Master emprestou ao menos R$ 22 milhões à cunhada de Hugo Motta

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O escândalo em torno do Banco Master acaba de ganhar um novo capítulo em Brasília. Segundo revelação publicada pela Folha de S.Paulo, a instituição emprestou pelo menos R$ 22 milhões para Bianca Medeiros, cunhada do presidente da Câmara, Hugo Motta. A operação ocorreu em março de 2024 e, de acordo com a reportagem, o dinheiro foi usado na compra do terreno de uma antiga fábrica de cimento em João Pessoa, na Paraíba, área que deverá ser transformada em um novo bairro.

De acordo com a apuração, Bianca comprou as cotas da ETC Participações em 8 de março de 2024 e, apenas uma semana depois, em 15 de março, assinou o contrato de empréstimo com o banco, dando as próprias cotas da empresa como garantia. A reportagem afirma ainda que o terreno adquirido tem mais de 400 hectares, foi comprado por R$ 45 milhões e possui valor fiscal registrado de R$ 101 milhões.

A revelação aumenta a pressão sobre um caso que já vinha cercado de suspeitas, conexões políticas e relações sensíveis nos bastidores do poder. Quando um banco mergulhado em controvérsias aparece ligado a uma operação milionária envolvendo a família do presidente da Câmara, o episódio deixa de ser apenas um negócio privado e passa a ter peso político inevitável. Em Brasília, quase nunca o problema está num fato isolado. O problema está no desenho completo das relações que vão surgindo entre dinheiro, influência e poder.

Bianca Medeiros afirmou, por meio de assessoria, que a operação foi feita em condições usuais de mercado e com garantias compatíveis. Hugo Motta declarou que não possui associação financeira direta com o Banco Master e negou relação societária com a empresa envolvida. Ainda assim, o caso amplia o desgaste em torno do escândalo e reforça a percepção de que o Master vai se aproximando cada vez mais do coração político de Brasília. O caso Master já é citado como um dos maiores esquemas de corrupção envolvendo políticos e autoridades do meio jurídico brasileiro.