O Brasil vive uma ilusão de estabilidade que em breve se transformará em pesadelo. As contas públicas já não fecham, a dívida cresce em ritmo insustentável e os compromissos adiados pelo governo Lula III — como os precatórios empurrados para frente e a gastança sem responsabilidade — vencem em 2027. É nesse ano que a farsa fiscal armada pelo lulopetismo se revelará em toda a sua gravidade.
A dívida bruta do governo geral saltou de 71,4% do PIB em 2023 para 75,9% em 2025, e o próprio Tesouro Nacional projeta que atingirá 81,8% do PIB em 2027 — o maior patamar da história recente. O Relatório de Projeções Fiscais mostra que o país só voltará a registrar superávit primário em 2027. Ou seja: durante todo o mandato de Lula, o Brasil continuará no vermelho, financiando déficits com mais dívida.
O maior exemplo da bomba armada está nos precatórios. Em 2027, o governo terá de desembolsar R$ 124,3 bilhões apenas com dívidas judiciais. Esse valor fará os gastos discricionários despencarem de R$ 208,3 bilhões (2026) para R$ 122,3 bilhões (2027). A própria equipe econômica já admitiu que esse nível de despesas é “bastante comprometedor”.
Não é só a oposição quem alerta. O ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega já afirmou que há uma “crise fiscal contratada para 2027”, pois 100% do espaço fiscal estará ocupado com gastos obrigatórios. A Consultoria de Orçamento da Câmara (Conof) chegou à mesma conclusão: “Em 2027, praticamente todo o orçamento estará comprometido, gerando um cenário de colapso fiscal.”
O presidente da Ancord, Rafael Furlanetti, também foi categórico: “Se nada mudar, as contas públicas irão colapsar em 2027.” Até mesmo o governo, em documentos oficiais, reconhece o risco de “falta de dinheiro para serviços básicos já em 2027” caso não haja ajuste.
Crise maior do que a de Dilma
A crise que se aproxima será mais grave do que a do governo Dilma Rousseff. Entre 2015 e 2016, o Brasil viveu uma recessão brutal, com queda de 7% do PIB e inflação de dois dígitos. Mas naquela época a dívida estava em 69% do PIB. Agora, a conta chega a mais de 81% em 2027, com muito menos espaço de manobra.
Isso significa que a recessão é iminente e o colapso é inevitável se nada for feito. O próximo presidente assumirá um país quebrado, endividado até o limite e sem recursos para investir ou manter serviços básicos.
Lula foge da responsabilidade
O detalhe mais revelador é político. O próprio Lula já dá sinais de que não pretende disputar as eleições de 2026. Não é apenas pela idade avançada. É porque ele sabe que em 2027 a bomba que armou vai explodir. Fugindo do campo de batalha, Lula tenta escapar da responsabilidade e deixar para outro governar um Brasil devastado pela irresponsabilidade fiscal de seu terceiro mandato.

