Na sessão desta manhã (12) na Assembléia Legislativa, a polêmica entorno da CASSEMS ganhou um novo capítulo. Quando os Deputados do PL, Neno Razuk e João Henrique Catan, cobraram dos outros parlamentares mais transparência entorno da investigação contra a atual gestão que cuida do pleno funcionamento do plano de saúde do servidores estaduais.
O Deputado João Henrique Catan, escancarou que a CASSEMS, contratou uma clínica de odontologia que deixou um rombo na cidade de Maringá. A Sondo Odonto, foi expulsa de prestar serviços no Estado paranaense por suas finanças não fecharem e não corresponderem com o investimento que foi prometido pela mesma. João comparou o caso da CASSEMS com o do Watergates, escândalo político ocorrido em meados de 1972 nos Estados Unidos que de certo modo, tornou-se um caso paradigmático de corrupção. Acompanhe a forte fala do parlamentar.
Outro Deputado do PL que cobrou explicações e transparência da comissão que investiga a CASSEMS, Neno Razuk, disparou até contra colega de casa e afirmou que Pedro Kemp (PT) não defende o servidor e sim quem administra atualmente a CASSEMS, no caso, Ricardo Ayache.
ROMBO MILIONÁRIO
Assunto que vem correndo nos corredores da Assembleia Legislativa é o rombo nas contas da atual gestão da Cassems. O atual presidente-diretor Ricardo Ayache, foi até a casa de leis pedir um resgate de R$ 60 milhões do governo do Estado.
Porém um dos parlamentares que questionam o déficit da Cassems, Rafael Tavares (PRTB), públicou em sua rede social o real valor da dívida da gestão Ayache. Além disso o parlamentar questionou Ricardo Ayache sobre a sua fala durante as eleições para a presidência da Cassems onde o mesmo afirmou que havia um superávit de R$ 80 milhões.
No mesmo vídeo publicado em sua rede social, o conteúdo se inicia com a fala do Deputado petista Pedro Kemp afirmando que o déficit real da Cassems é de R$ 150 milhões.
JUSTIFICATIVA
A justificativa de que Ayche sustentou que a entidade tentará de corrigir um investimento de quase R$ 300 milhões que realizou no combate a pandemias de Covid-19.
“Nosso balanço é auditado e os números são transparentes e publicados em Diário Oficial. Temos um passivo de R$ 150 milhões, que corresponde a 15% do patrimônio total. Temos em caixa R$ 90 milhões, portanto, temos um desequilíbrio de R$ 60 milhões, consequência dos investimentos realizados no combate à pandemia, que foram em torno de R$ 290 milhões. Temos resultados de trabalho, de investimentos e de estruturas. Enfrentamos os desafios da saúde de qualquer gestor, tanto público quanto privado. Temos hoje uma grande capacidade de avançar dentro doo nosso sistema de saúde, buscando, claro, o equilíbrio financeiro”, declarou Ayache em reunião com os Deputados Estaduais.
