
Pacheco fala em retratação de Lula por declarações sobre Israel
Presidente brasileiro comparou situação na Faixa de Gaza ao que Hitler fez com os judeus na 2ª Guerra Mundial



Presidente brasileiro comparou situação na Faixa de Gaza ao que Hitler fez com os judeus na 2ª Guerra Mundial

Funcionário dos EUA visita o Brasil pela primeira vez em meio à crise diplomática com Israel, aliado de Washington, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparar o conflito em Gaza ao Holocausto.

Os Estados Unidos, ao vetarem outra resolução que pedia um cessar-fogo em Gaza, demonstraram que não querem a paz no Oriente Médio e estão apenas perseguindo seus próprios interesses geopolíticos, disse o representante permanente da Rússia na Organização das Nações Unidas (ONU), Vasily Nebenzya.

Ministro das Relações Exteriores de Israel classificou a fala de Lula como ‘promíscua’ e ‘delirante’, além de uma ‘vergonha para o Brasil’.

Um levantamento realizado pelo instituto Real Time Big Data divulgado nesta segunda-feira (19) indica que 83% dos entrevistados discordam da declaração do presidente Luiz Inácio

Presidente brasileiro comparou as mortes de palestinos em Gaza à matança de judeus na 2ª guerra

Em meio ao discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último domingo (18), durante agenda na África, quando comparou a guerra provocada por Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto, a reação da oposição no país foi imediata. Na Câmara, parlamentares começaram a se movimentar para pressionar pela abertura de um processo de impeachment.

Após ter o embaixador em Tel-Aviv repreendido pelo governo de Netanyahu, Lula convocou de volta seu diplomata ao Brasil e chamou Daniel Zonshine, embaixador israelense no país, ao Palácio do Itamaraty para uma reunião. “Princípio da reciprocidade”, disse Charles Pennaforte, professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, convocou Daniel Zonshine, embaixador israelense no Brasil, para uma reunião ainda nesta segunda-feira (19), no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro.

Medida é tomada na esteira da declaração dada pelo ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, que classificou Lula como “persona non grata” em Israel por conta da declaração do presidente comparando a ofensiva israelense em Gaza ao Holocausto.