Search

Com Lula, Brasil entra na zona de risco: Tesouro prevê dívida em 95% do PIB sem novas receitas

Compartilhe nas redes sociais

O Tesouro Nacional elevou o tom do alerta fiscal no Relatório de Projeções Fiscais divulgado nesta segunda-feira (12): a dívida bruta pode chegar a cerca de 95% do PIB ao fim de uma década se o governo continuar ampliando gastos fora do arcabouço e não apresentar novas medidas de receita. Um dos pontos que pesam nessa trajetória é a retirada de parte das despesas com precatórios dos limites do arcabouço, criando espaço para gastar no curto prazo, mas empurrando o endividamento para cima.

O problema é que o Brasil já está muito perto desse patamar crítico. A dívida já ronda os 80% do PIB, o que coloca o país na beira de um colapso fiscal para um ambiente como o brasileiro, marcado por juros reais elevados e pouca margem para improviso. Em estudos anteriores, o próprio Tesouro já tratou a dívida acima de 80% do PIB como difícil de sustentar nas condições do Brasil, justamente porque o custo de financiar o endividamento aqui costuma ser maior do que em outros emergentes e até em economias avançadas.

Ainda assim, a estratégia do governo tem sido esticar a despesa, fragilizar a âncora fiscal e apostar em arrecadação futura para fechar a conta. Em julho do ano passado, o governo projetava que a dívida poderia encostar em 89% do PIB em 2035 sem medidas adicionais de arrecadação, ou ter pico de 84,3% do PIB em 2028 mesmo com ações para elevar receitas. Agora, com mais exceções e despesas fora do limite, o cenário fica ainda mais pesado, e a janela para correção se estreita.

Na prática, 2027 tende a ser o ano em que o Brasil começa a “colher” os frutos do governo Lula: mais gasto, menos âncora fiscal e uma dívida crescendo em ambiente de juros altos. Para alguns analistas, é justamente a partir de 2027 que o risco deixa de ser projeção distante e passa a aparecer na vida real, com piora do custo da dívida, desconfiança do mercado e menos investimento. Se nada for corrigido até 2028, com mais de 80% do PIB comprometido, o país entra numa zona crítica: o colapso fiscal deixa de ser retórica e vira ameaça concreta, empurrando o Brasil para um abismo econômico sem precedentes, com juros ainda mais altos, fuga de confiança e deterioração em cadeia.