Eleição para presidência do TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) ocorreu na manhã desta sexta-feira (24), sendo a chapa única eleita por unanimidade, para o biênio 2023-2024.
Assim, Jerson Domingos foi eleito presidente, Flávio Kayatt vice-presidente e Osmar Jeronymo, como conselheiro-geral. Foram contabilizados quatro votos dos conselheiros que ocorreu na frente da imprensa e dos servidores.
Domingos estava como presidente interino, assumindo depois do afastamento do então presidente, Iran Coelho das Neves, o corregedor-geral, Ronaldo Chadid, e o ex-presidente da corte, Waldir Neves, na Operação Terceirização de Ouro, realizada pela Polícia Federal, em dezembro de 2022.
A decisão do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Francisco Falcão, determinou ainda que os suspeitos fossem monitorados por tornozeleiras eletrônicas durante seis meses. Eles também estão impedidos de chegar próximo do prédio e ter acesso aos funcionários dos seus gabinetes.
Com relação aos afastados, Domingos disse que compete à Justiça fiscalizar. “O Tribunal é muito grande para que fique na preocupação ou que três elementos temporariamente afastados possam prejudicar o funcionamento do Tribunal. Muito pelo contrário, vamos continuar prestando serviços aos nossos jurisdicionários”.
HISTÓRICO
Jerson Domingos foi deputado estadual de Mato Grosso do Sul por 5 (cinco) legislaturas: 1995/1999, 1999/2003, 2003/2007, 2007/2011 e 2011/2015. Foi presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul nos dois últimos mandatos.
Em legislaturas anteriores ocupou os cargos de primeiro e segundo secretário da mesa diretora da Assembleia. Cronologicamente, foi eleito pelo PP, PSDB, PSL e PMDB.
Em 2002 presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para acompanhamento das atividades do Reverendo Moon no Mato Grosso do Sul.
Por fim, o mesmo foi indicado ao TCE-MS na parcela das vagas destinadas à ALEMS, após indicação de 21 (vinte e um) parlamentares no dia 05/11/2014. Foi empossado na Corte de Contas em 28 de janeiro de 2015. Ocupa a vaga deixada pela aposentadoria do Conselheiro Cícero Antônio de Souza.
