Pesquisas de opinião recentes ajudam a colocar em números uma percepção que já vinha crescendo nas redes e nas ruas: enquanto operações policiais com participação do BOPE contam com amplo apoio popular, as Forças Armadas – com o Exército no centro – enfrentam uma forte crise de confiança junto à população.
No Rio de Janeiro, levantamentos apontam que a maior parte dos moradores aprova as grandes operações contra o crime organizado, nas quais o BOPE atua na linha de frente. Em diferentes pesquisas, cerca de dois terços da população fluminense se dizem a favor desse tipo de ação, mesmo quando há intensa troca de tiros e grande repercussão nacional. Para muitos eleitores de direita, esses números confirmam que as tropas de elite envolvidas nessas operações – em especial o BOPE – preservam prestígio e respaldo popular no combate direto às facções que dominam territórios urbanos.
O cenário é bem distinto quando o foco se volta para as Forças Armadas. Um levantamento nacional divulgado em 2025 mostrou que cerca de 72% dos brasileiros afirmam não confiar nas instituições militares, incluindo o Exército. Apenas uma minoria declara confiar na atuação das Forças Armadas, invertendo a imagem de “instituição acima de qualquer suspeita” que vigorou por muitos anos no imaginário coletivo.
Analistas destacam que essa queda ocorre em meio às condenações impostas pelo STF nos processos sobre a chamada “tentativa de golpe de Estado”, além da exposição de bastidores envolvendo a alta cúpula militar e da frustração de parte da base conservadora, que esperava uma postura diferente do Exército após as eleições de 2022. Para muitos simpatizantes da direita, a sensação é de que a farda optou pela omissão e se alinhou ao sistema político e judicial que hoje persegue seus adversários.
Do ponto de vista informativo, o contraste é nítido:
- De um lado, operações de alto risco, com participação do BOPE, seguem com apoio majoritário da população do Rio, que enxerga nessas ações uma resposta dura ao crime organizado armado;
- Do outro, o Exército, antes visto como “muralha de honra” da nação, aparece hoje rejeitado por sete em cada dez brasileiros, mergulhado em desgaste político e desconfiança pública.
Para o jornalismo de direita, esses dados ajudam a sustentar a leitura de que o prestígio popular migrou: enquanto o BOPE é percebido como força que ainda protege o cidadão comum nas áreas mais críticas do país, o Exército atravessa uma das maiores crises de credibilidade de sua história recente.

