A deputa federal Camila Jara (PT) utilizou suas redes sociais para responsabilizar o ex presidente Jair Messias Bolsonaro, pelo ataque a uma creche em Blumenau (SC), nesta quarta-feira (5/4). Segundo Camila, a violência é fruto do discurso de ódio generalizado promovido por Bolsonaro.
” Me solidarizo com a dor das famílias que perderam seus entes pela violência que é fruto do discurso de ódio generalizado promovido pelo antigo presidente”
veja:

A petista foi criticada por tocar em um dos temas mais sensíveis e dolorosos para a sociedade, tão e somente para tirar proveito eleitoral.
Ela associou um problema antigo, complexo e de saúde mental, com o discurso do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro.
Massacre em creche de Blumenau
Na manhã desta quarta-feira (5/4), a cidade catarinense de Blumenau, situada no Vale do Itajaí, foi cenário de uma tragédia. Um homem de 25 anos invadiu o estabelecimento educacional e, armado de uma machadinha, começou a desferir golpes nas crianças. Morreram no ataque Bernardo Cunha Machado, 5 anos; Bernardo Pabest da Cunha, 4 anos; Larissa Maia Toldo, 7 anos; e Enzo Marchesin Barbosa, 4 anos.
Outras cinco crianças ficaram feridas. Quatro foram atendidas no Hospital Santo Antônio. Entre elas, estão duas meninas de 5 anos, um menino de 3 anos, e um de 5 anos. Segundo a equipe médica, elas passaram por cirurgia e estão com o quadro de saúde estável. “Elas foram atendidas pela equipe de urgência e emergência e as famílias estão recebendo apoio da equipe multiprofissional da instituição”, informou o hospital, em nota. Uma quinta criança, com ferimentos leves, foi levada pela mãe para o Hospital Santa Isabel, segundo informações divulgadas pela prefeitura de Blumenau.
A tragédia poderia ser ainda pior não fosse a iniciativa de uma funcionária da creche Cantinho Bom Pastor. Professora do maternal, Simone Aparecida Camargo estava se preparando para conduzir os pequenos para o banho de sol no pátio da creche. Mas, ao ser alertada sobre o ataque, agiu rápido. “Eu tranquei os bebês em uma sala e me tranquei com eles. Na hora que saí, ele (o criminoso) já não estava mais”, relatou.
Simone reconstitui os momentos de desespero. “Minha parceira de sala chegou correndo dizendo ‘fecha a porta, fecha a janela porque um cara assaltou o posto”, contou. “Pensamos que era um assalto porque ele invadiu a escola, só que fechei os bebês no banheiro, depois vieram na porta dizendo que ele ‘veio matando'”, lembrou.
A creche Cantinho Bom Pastor é uma instituição privada, sem convênio com a prefeitura, e atende cerca de 220 crianças. Demais escolas públicas e particulares na cidade tiveram as aulas interrompidas por tempo indeterminado. As festividades da Páscoa no município também foram canceladas.
O delegado Ulisses Gabriel afirmou que é preciso ampliar as ações de caráter preventivo para evitar novos ataques como o de hoje. Ulisses disse também que a polícia “quer identificar se mais alguém participou, como ele tramou esse plano, onde ele obteve informações”.
