O deputado estadual Jamilson Name (PSDB) foi condenado a oito anos de prisão no regime semiaberto por envolvimento em organização criminosa e lavagem de dinheiro do jogo do bicho.
A decisão, que cabe recurso, é do juiz da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, Roberto Ferreira Filho, desta quinta-feira (20). O deputado também teve R$ 18 milhões em bens apreendidos. Jamilson Name não conta com imunidade parlamentar pelo fato das acusações não terem ligações com o mandato.
Darlene Darlene Luiza Borges, apontada como gerente do jogo do bicho foi condenada a oito anos e Cícero Balbino, sentenciado em sete anos de prisão, também no regime semiaberto. Doze outros réus foram absolvidos.
As denúncias são da operação Arca de Noé, sexta fase da Operação Omertà, feita pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que investigou a exploração do jogo do bicho em Campo Grande e cidades do interior em dezembro de 2020.
Além de prisões feitas na época, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de mais de R$ 18 milhões das contas da Pantanal Cap. A empresa foi lacrada.
Foram cumpridos mandados na casa do deputado Jamilson Name, filho de Jamil Name, alvo da primeira Omertà e também dono da Pantanal Cap. Em agosto do ano passado, o deputado chegou a ser absolvido de acusações de obstrução das investigações da Operação Omertà.
Preso há mais de cinco anos, Jamil Name Filho, irmão de Jamilson, cobrou na Justiça a prestação de contas sobre o patrimônio da família, que está nas mãos do deputado. A família Name apontou que o parlamentar usou o patrimônio milionário para se beneficiar. Jamilzinho foi preso em 2019 com o pai, Jamil Name e, após a morte de Jamil Name em 2021, Jamilson administra as finanças da família.