Presidente argentino relembrou as condenações e a prisão de Lula e afirmou que o petista foi beneficiado por uma falha processual
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a subir o tom contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista à emissora argentina LN+ neste domingo (2), o libertário reafirmou as declarações feitas contra o brasileiro e deixou claro que não pretende recuar.
“Ele é um ladrão, um corrupto. Não é inocente. Foi liberado por uma falha no processo jurídico”, declarou Milei. O argentino também relembrou que Lula foi condenado, esteve preso e passou a ser chamado de presidiário por causa de seu histórico na Operação Lava Jato.
Questionado sobre o peso de suas palavras, Milei respondeu que não havia mentido e argumentou que chamar um ladrão de ladrão seria muito menos grave do que o próprio ato de roubar. Com isso, o presidente argentino rejeitou as tentativas de tratar suas declarações apenas como ofensas pessoais.
A nova fala ocorreu poucos dias depois de Milei visitar São Paulo para apoiar publicamente a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, ele já havia chamado Lula de corrupto e presidiário, provocando forte reação do governo petista e aumentando a tensão diplomática entre Brasil e Argentina.
As condenações de Lula na Lava Jato foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal em 2021, após a Corte considerar que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os processos. A decisão derrubou as condenações por uma questão relacionada ao juízo responsável pelos casos, e não após um novo julgamento que reexaminasse as provas e absolvesse Lula no mérito.
Ao reafirmar suas críticas, Milei colocou novamente no centro do debate uma diferença que a esquerda tenta apagar: anular uma condenação por questões processuais não é o mesmo que reconhecer a inocência após um novo julgamento.
