Em meio ao agravamento das tensões entre Washington e Caracas, uma pergunta quebrou o burburinho na coletiva desta terça-feira (2): “Presidente, Maduro deixará o cargo?”. Donald Trump fez uma breve pausa e respondeu em apenas duas palavras: “He will” – “ele vai”.
A frase veio após semanas de pressão máxima sobre o regime chavista. Desde agosto, os EUA mantêm no Caribe a maior presença militar na região em décadas, dentro da Operação Southern Spear, que reúne porta-aviões, navios de guerra e milhares de militares sob o argumento de combater cartéis de drogas ligados a Caracas. O comando americano já reconheceu mais de 20 ataques contra embarcações suspeitas, com dezenas de mortos.
Nos bastidores, Trump acumula instrumentos de pressão: o governo classificou o “Cartel de los Soles”, supostamente ligado à cúpula venezuelana, como organização terrorista e estuda novas ações psicológicas, como panfletagem com oferta de recompensa de US$ 50 milhões pela captura de Maduro.
A resposta “He will” não significa, por si só, que a saída de Maduro esteja marcada, mas reforça o recado da Casa Branca: para Trump, a permanência do líder chavista no poder é questão de tempo – e a pressão militar, econômica e diplomática só tende a aumentar.

