Os Estados Unidos preparam uma nova fase da guerra contra o narcotráfico na América Latina, agora com operações terrestres contra cartéis e grupos classificados como narcoterroristas. O anúncio foi feito pelo secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, durante visita ao Panamá.
Segundo Hegseth, Washington pretende ampliar para terra a ofensiva que já vinha sendo realizada contra embarcações ligadas ao tráfico no Caribe e no Pacífico. A orientação do governo Trump é levar o poder militar americano contra essas organizações “onde quer que trafiquem drogas”.
A estratégia prevê usar contra cartéis e grupos armados a experiência acumulada pelos Estados Unidos em décadas de operações contra organizações terroristas. Hegseth afirmou que a nova coalizão regional tem como objetivo degradar, desmantelar e destruir redes responsáveis pelo tráfico de drogas nas Américas.
A Colômbia já abriu caminho para essa nova etapa. O governo de direita de Abelardo de la Espriella solicitou colaboração militar americana contra o narcoterrorismo e anunciou sua entrada no Escudo das Américas, tornando-se o 19º integrante da iniciativa liderada por Donald Trump. Washington também prometeu US$ 1 bilhão em assistência de segurança ao país.
Equador, Honduras, Panamá e outros aliados também aparecem dentro da articulação regional que vem sendo ampliada pelos Estados Unidos. O objetivo declarado é transformar a luta contra o narcotráfico em uma ofensiva militar coordenada, com inteligência, treinamento e capacidade operacional americana.
Com Trump, os cartéis deixaram de ser tratados apenas como organizações criminosas e passaram a ser encarados por Washington como uma ameaça direta à segurança nacional. A mensagem agora é clara: os Estados Unidos pretendem levar a guerra contra os narcoterroristas para terra e atingir essas estruturas onde for necessário para interromper o tráfico de drogas pela região.
