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Principal secretaria da capital (segov) se torna um peso na reeleição de Adriane Lopes

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A pré-campanha da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), enfrenta uma crise cada vez mais evidente. As últimas pesquisas indicam uma queda significativa de Adriane, que agora ocupa a terceira posição nas intenções de voto, atrás de Beto Pereira (PSDB) e Rose Modesto (União).

O cenário de desorganização e desinteresse dentro do próprio partido de Adriane é apontado como um dos principais fatores para essa queda. Denúncias recentes indicam que Marco Aurélio Santullo, tesoureiro do partido e atual Secretário de Governo, juntamente com seu adjunto Ulisses Rocha, estão desviando suas atenções das atividades essenciais na Capital para promover campanhas de outros candidatos no interior do estado.

Ambos foram vistos em uma espécie de “tour” político, visitando algumas cidades no interior, em apoio a candidaturas alheias à da prefeita.

Como tesoureiro do PP, Santullo é quem deve cuidar dos recursos públicos do partido nas eleições da Capital e sua ausência rodando a cidade ao lado da prefeita pode representar um investimento maior no interior do Estado, ao invés de um foco e centralização na Capital. Enquanto eles fazem campanha no interior, a equipe da prefeita enfrenta o sol e a preocupação com a campanha na capital.

Críticos descrevem esse comportamento como uma demonstração clara falta de compromisso com a gestão atual. Recentemente Marco Santullo foi visto em uma convenção do Partido Progressista em Bodoquena, que confirmou o nome da vereadora Licinha Siqueira (PP) para candidata a prefeita, o evento aconteceu domingo, 28.

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No dia 20 de julho, Santullo e Rocha estiveram em Camapuã, auxiliando na campanha do prefeito local, Manoel Nery.

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Alguns funcionários dizem que fica “evidente” que a equipe de gestão de Adriane já está buscando alternativas para o partido em caso de derrota em Campo Grande, refletindo a falta de confiança na reeleição da prefeita.

Essa indiferença e desdém dentro da própria administração de Adriane não só comprometem os esforços de campanha, como também enviam uma mensagem negativa ao eleitorado. Se nem os aliados mais próximos acreditam na vitória, por que os eleitores deveriam?

“Salário alto para andar no interior” é o que disse um dos funcionários da prefeitura para a reportagem. Segundo eles, o salário de secretário é um dos mais altos do município, e se o desejo do secretário é “abandonar” a campanha, deveria colocar seu cargo à disposição para poder viajar pelo Estado.

Entre os apoiadores mais fiéis da prefeita, o clima é de revolta. Muitos continuam a se dedicar à campanha, participando de reuniões e buscando estratégias para tentar salvar o que restou após a perda do apoio do Partido Liberal (PL), a principal aposta de Adriane para as eleições. A falta de comprometimento de figuras importantes como Santullo e Rocha é vista como uma traição aos esforços coletivos e uma zombaria para com a equipe que trabalha arduamente na pré-campanha.

A unidade e o apoio interno são cruciais para o sucesso eleitoral, e a fragmentação e a falta de liderança clara dentro dos Progressistas podem condenar a campanha de Adriane Lopes ao fracasso. Sem um esforço coordenado e o apoio de todos os membros, a reeleição parece cada vez mais distante.

As denúncias de ausência de nomes importantes no front da prefeita e de possíveis irregularidades incluem ainda uma espécie de ‘dossiê’ de fotos e vídeos.

Pesquisa Ranking desta quinta-feira (31):

  • Rose Modesto (União Brasil): 15,8%
  • Pesquisas anteriores: 11,4%, 12%, 16,2%, 13%, 13,6%, 14%
  • Beto Pereira (PSDB-MS): 13,6%
  • Pesquisas anteriores: 5,2%, 5,4%, 4,8%, 8%, 10,2%, 11%
  • Adriane Lopes (PP): 8,5%
  • Pesquisas anteriores: 10,2%, 11%, 14,3%, 13,2%, 13,4%, 9%

Pesquisa Estimulada 1:

  • Rose Modesto: 34,3%
  • Pesquisas anteriores: 16%, 18,7%, 24%, 24,3%, 25%, 31,5%
  • Beto Pereira: 21,2%
  • Pesquisas anteriores: 6,1%, 6,8%, 8,3%, 11%, 14%, 20%
  • Adriane Lopes: 16,8%
  • Pesquisas anteriores: 15,2%, 17,2%, 21%, 21,6%, 22%, 17%

Pesquisa Estimulada 2:

  • Rose Modesto: 37,4%
  • Pesquisas anteriores: 24,7%, 25,3%, 34%
  • Beto Pereira: 22,5%
  • Pesquisas anteriores: 13%, 15%, 21,2%
  • Adriane Lopes: 17,1%
  • Pesquisas anteriores: 22,5%, 22,4%, 18%

Com um intervalo de confiança de 95% e uma margem de erro de 2,2%, a pesquisa, registrada no TSE sob o nº MS-07047/2024, entrevistou 2.000 moradores de Campo Grande entre os dias 28 e 31 de julho.