O Proinc (Programa de Inclusão Profissional) virou uma verdadeira farra de dinheiro público dentro da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), comandada por Luiz Eduardo Costa. De presidiário a empresários, a pasta abriga de tudo em um programa que deveria ser social e para população pobre.
Hoje alvo de inquérito na Polícia Civil, o programa custa R$ 4 milhões e tem uma lista de possíveis ilegalidades, levantadas pelo vereador André Luis Fonseca (Rede). A farra é forte na Semadur.
A começar por Jhonnatan Lopes de Almeida, lotado na pasta desde 1º de junho de 2021 e preso desde 7 de junho de 2022. Ele, que se negou a informar onde trabalhava na hora que foi pego pela polícia, seguiu nomeado no Proinc na Secretaria de Meio Ambiente até a farra ser denunciada. Hoje não há informação se continua na pasta, já que a transparência é dificultosa no caso do Programa.
Outros casos são emblemáticos de supostas ilegalidades na secretaria comandada por Dudu Costa. Uma mulher, também lotada no programa social, trabalha em famoso bar de Campo Grande, inclusive em horário de expediente dos órgãos públicos.
Empresários e empreendedores é o que não falta. Outra mulher tem empresa de alimentos desde 2019, e mesmo assim ganha um salário mínimo a mais como funcionária do Proinc na Semadur.
“Empresa registrada desde 10/07/2020 no segmento de serviços domésticos” é o registro de outra funcionária ‘social’. Também há dono de empresa de pintura de edifícios na lista de beneficiados, supostamente fantasmas, conforme denunciado pelo vereador professor André. São pelo menos cinco empresários e empresárias lotados na pasta dentro do Programa de Inclusão Social.
Há também na lista de ilegalidades dois funcionários com pedido de aposentadoria já realizado, e que seguem ativos no Proinc.
Conforme denúncia parlamentar, grande parte dos nomes citados seriam de ‘fantasmas’ ou de pessoas utilizadas com cunho político.
A Prefeitura de Campo Grande chegou a demitir 280 servidores, e a Câmara Municipal aprovou a lei do ‘novo Proinc’, já sancionado. Mesmo assim, a Casa de Leis ainda pode ter uma CPI do Proinc para investigar a real função dos funcionários.
Em diversas matérias, a reportagem tenta contato com o secretário Luiz Eduardo Costa, mas ele não responde nenhuma mensagem e a assessoria de imprensa esquiva dos temas selecionados.
