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Governo Lula discute criar bolsa para familiares de traficantes mortos na mega operação nos complexos do Alemão e Penha

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A proposta ventilada pelo Ministério dos Direitos Humanos de prestar assistência a familiares de suspeitos mortos na megaoperação do Complexo do Alemão e da Penha acendeu um incêndio político em Brasília. A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, afirmou ser favorável a oferecer apoio às famílias, o que inclui avaliação de “assistência financeira e acompanhamento psicológico”, segundo apuração de veículos de imprensa.

O tema provocou reação imediata de parlamentares da oposição, que enxergam na iniciativa um sinal de condescendência com o crime organizado. Para críticos, o governo parece mais preocupado com o bem-estar social de infratores do que com as vítimas da violência que assola o Rio de Janeiro — e, sobretudo, com os policiais feridos e as famílias de agentes mortos em serviço.

Operação mais letal da história do Estado

A operação do dia 28, considerada a mais letal já registrada no Rio de Janeiro, envolveu mais de 2,5 mil agentes da PM, CORE e forças federais. A ação mirou o Comando Vermelho, facção que controla territórios, cobra “impostos” de moradores e usa crianças como escudo humano.

Segundo a Polícia, dos mortos, a maioria tinha antecedentes criminais, ligação com o tráfico ou atuação em ataques que incendiaram ônibus e aterrorizam a população há meses.

Apesar disso, setores do governo federal passaram a tratar os alvos da operação como “vítimas do Estado”.

Crítica recorrente: direitos humanos seletivos

A reação do governo Lula reforça uma crítica já conhecida: direitos humanos só aparecem quando o criminoso cai.

Não há, até agora, qualquer anúncio de auxílio formal às viúvas de policiais, nem suporte do governo federal às famílias de trabalhadores vítimas do tráfico.