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Governo Lula e ministros do STF teriam pressionado Alcolumbre para barrar CPMI do Master

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A decisão de Davi Alcolumbre de barrar, por ora, a instalação da CPMI do Banco Master aumentou a tensão nos bastidores do Congresso.

Nesta quinta-feira, durante sessão conjunta, parlamentares pressionaram o presidente do Senado para que fosse feita a leitura dos requerimentos de criação da comissão, etapa necessária para dar início formal à CPMI. Alcolumbre, no entanto, se recusou a ler os pedidos e afirmou que a decisão sobre a instalação cabe à Mesa Diretora do Congresso.

O movimento foi interpretado por integrantes da oposição como uma tentativa de ganhar tempo e evitar o avanço de uma investigação com potencial explosivo em Brasília. A CPMI mira o escândalo envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro e possíveis relações da instituição com autoridades e figuras influentes dos Três Poderes.

Nos bastidores, a avaliação é de que a resistência de Alcolumbre não se limita a uma discussão regimental. Interlocutores afirmam que o presidente do Senado teme que a investigação avance sobre conexões políticas capazes de respingar diretamente nele.

Além disso, fontes ouvidas reservadamente relatam que houve pressão de integrantes do governo Lula e de ministros do STF contra a instalação da CPMI. Em fevereiro, a coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, já havia publicado que ministros do Supremo atuavam nos bastidores para pressionar Alcolumbre contra a abertura da investigação.

A pressão ocorre porque a comissão poderia abrir uma nova frente de apuração sobre o Banco Master dentro do Congresso, com poder para convocar personagens centrais do caso, quebrar sigilos e expor relações políticas que hoje permanecem nos bastidores.

Para parlamentares que defendem a CPMI, a recusa de Alcolumbre reforça a suspeita de que há uma articulação para impedir que o escândalo seja investigado com profundidade. A leitura entre aliados da comissão é direta: quanto maior a resistência, maior a percepção de que o caso Master ainda tem muito a revelar.

Por: Karyston Franco