Tiago Santineli publicou no X uma sugestão explícita de violência contra o deputado Nikolas Ferreira. Em uma das postagens, escreveu “alguém desliga o Nikolas por favor. pode ser igual desligaram o Charlie Kirk”. Em outra, foi ainda mais direto ao dizer que “um tiro no pescoço resolve rapidinho” para “questões” com “traidores da pátria”.
O caso é grave porque transforma adversário político em alvo físico. E expõe o velho padrão da esquerda que posa de “amor” e “tolerância”, mas se sente à vontade para normalizar ameaça quando o alvo é um conservador. A mesma militância que cobra censura e punição em nome do “combate ao ódio” vira conivente quando o ódio sai do próprio lado.
Quando Charlie Kirk foi assassinado nos Estados Unidos, muita gente alinhada à esquerda comemorou a morte nas redes, escancarando o cinismo do discurso. Santineli entrou nessa onda e, segundo reportagens, teve o visto revogado pelos EUA e ainda responde por acusações na Justiça. Agora, ele usa esse mesmo episódio como referência para sugerir que se repita aqui contra um deputado eleito.
Não é debate, não é crítica política. É incitação. E num país onde a violência já virou ferramenta de intimidação, passar pano para isso é empurrar o Brasil para um terreno em que a democracia só vale quando a esquerda aprova o lado que está falando.

