Com o prazo da janela partidária se aproximando do fim nesta sexta-feira (5), o presidente estadual do Partido Liberal (PL) e deputado federal, Marcos Pollon, enfrenta uma enxurrada de críticas por sua incapacidade de atrair apoios políticos.
O partido lançou apenas 15 pré-candidaturas para o cargo de prefeito dentre os 79 municípios do Estado, o que equivale a menos de 18% do território.
Na Capital, Pollon aposta em um deputado cassado, atualmente envolvido em um processo criminal que pode resultar em sua inelegibilidade futura, e que sequer figura em pesquisas de opinião.
Durante o período da janela partidária, o PL foi marcado por conflitos internos, como no caso da prefeita Adriane Lopes (PP), que teve suas esperanças de receber apoio do partido frustradas, apesar de ter nomeado o presidente municipal do PL, tenente Portela, com um salário de 17 mil reais, e manter a nomeação do presidente da juventude estadual do partido com um salário bruto superior a 9 mil reais.
Pollon também fechou as portas para vereadores de direita da Capital, que buscavam no PL uma plataforma para se aproximarem do ex-presidente Bolsonaro (PL), destacando uma atitude monopolista em relação à imagem do ex-presidente para angariar apoio político.
Thiago Vargas acusou Pollon de vetar a filiação de dois vereadores da Capital, ele e Sandro Benites, no partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“O PP nos recebeu de portas abertas. O PL fechou as portas para mim e Sandro Benites. Marcos Pollon esquece que o mesmo celular que me ligou para pedir apoio é o mesmo que esqueceu quando ganhou a eleição. Ele disse que ganhou sozinho”, alfinetou o parlamentar.
VEJA:
Com o término iminente da janela partidária, torna-se evidente o fracasso na gestão de Pollon, que pode resultar na falta de vereadores na Capital e na conquista de menos de 15 prefeituras, contrastando com a ampla vitória do ex-presidente Bolsonaro em quase todos os 79 municípios do Estado.
