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Irã ameaça atacar empresas dos EUA no Golfo, como Amazon e Google

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A Guarda Revolucionária Islâmica, exército ideológico do Irã que responde ao líder supremo, ameaçou nesta segunda-feira, 16, atacar empresas americanas no Oriente Médio e pediu que seus funcionários abandonem as instalações. Caso o alerta se concretize, marcaria uma escalada significativa do conflito iniciado há quase duas semanas por ataques dos Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.

“Roga-se aos funcionários das empresas americanas (…) que abandonem estas zonas imediatamente. Estas áreas em breve serão atacadas pelo Corpo dos Guardiães da Revolução islâmica”, anunciou a organização em seu site oficial, Sepah News.

A força paralela ao Exército do regime iraniano não especificou as empresas que se tornarão alvo, mas na semana passada, a agência de notícias Tasnim publicou no aplicativo de mensagens Telegram uma uma lista de possíveis alvos, que incluía os escritórios de gigantes da tecnologia como Amazon, Google, Microsoft e Nvidia em países do Golfo.

Retaliação
A campanha de retaliação do Irã após o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o país, em 15 de fevereiro, já arrastou pelo menos 15 países para o conflito. Com foco inicial em bases militares americanas nas monarquias árabes aliadas de Washington, como Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, drones e mísseis começaram a ser disparados também contra o complexo petrolífero das nações que são algumas das maiores exportadoras de combustível do mundo.

Aliados ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passam 20% do petróleo e gás consumidos internacionalmente, os disparos levaram a um choque nos mercados energéticos. Na manhã desta segunda, o preço do barril de Brent, referência global, voltou a passar de US$ 100, atingindo o patamar mais alto desde outubro de 2022 – na época, elevado devido à guerra na Ucrânia e a queda do fornecimento de energia russa à Europa.