O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na CPMI do INSS, que apura fraudes na Previdência Social, defendeu que os dados extraídos da quebra de sigilo telemático de Daniel Vorcaro “não têm qualquer relação com o objeto da investigação”.
O parlamentar esteve na sala-cofre do Senado, onde estão armazenados 400 GB de dados do dono do Banco Master. Segundo ele, trata-se apenas de mídias e conversas privadas que não agregam à pauta da investigação.
— Em tudo que eu vi até agora, não vi absolutamente nada que tenha qualquer relação com o objeto da investigação da CPI. Não vi nenhum documento que trate de crédito consignado ou com o INSS. Existe um volume muito grande de informações; boa parte delas não tem nenhuma relevância do ponto de vista investigativo. O que elas mostram são relações pessoais e outros negócios — afirmou Pimenta.
Os dados provenientes da conta de Vorcaro foram enviados pela Apple na última quinta-feira (12) e liberados na sexta (13) para apreciação dos parlamentares. Membros do colegiado pedem a prorrogação do prazo final, dia 28 de março, devido ao volume do material e à pendência de depoimentos previstos.
Relatos apontam ainda que, além da extensão dos dados, eles não foram devidamente organizados para facilitar buscas e o acesso a informações relevantes. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), foi o responsável pela decisão de manter o conteúdo limitado à sala-cofre da Casa, após o vazamento de dados sigilosos logo nos primeiros dias da quebra de sigilo pela Polícia Federal.

