O governo Lula voltou a apostar na velha fórmula do petismo: gastar hoje, esconder a conta no discurso oficial e empurrar o prejuízo para o povo brasileiro amanhã.
Segundo levantamento citado pelo Estadão, com base em relatório do economista Marcos Mendes, da XP Investimentos, o governo Lula já acumulou 33 medidas neste ano, somando cerca de R$ 215 bilhões em aumento de despesas ou redução de receitas. O ponto mais grave é que apenas uma pequena parte desse impacto aparece de forma clara nos indicadores do novo arcabouço fiscal.
De acordo com o relatório, apenas 4% desse valor entra oficialmente nos cálculos do arcabouço, enquanto mais de R$ 200 bilhões em gastos extras e renúncias ficam fora da conta principal. Na prática, o governo infla despesas, amplia benefícios, cria novas pressões sobre o Orçamento e tenta vender ao país uma aparência artificial de controle fiscal.
O problema é que a conta não desaparece. Ela apenas é empurrada para frente.
Enquanto o governo tenta sustentar o discurso de responsabilidade fiscal, a dívida pública segue avançando, a confiança do mercado se deteriora e o brasileiro comum continua pagando a conta por meio de juros altos, inflação, aumento de impostos e perda de poder de compra.
A estratégia é conhecida. O Brasil já viu esse filme durante o governo Dilma Rousseff: expansão de gastos, maquiagem das contas públicas, uso do Estado como máquina eleitoral e, depois da eleição, a chegada da crise. O resultado foi recessão, desemprego, rombo fiscal e uma das maiores deteriorações econômicas da história recente do país.
Agora, Lula repete o mesmo caminho. Em vez de cortar privilégios, reduzir desperdícios e controlar gastos, o governo prefere abrir o cofre em pleno ano eleitoral, acumulando despesas bilionárias e tentando esconder o tamanho real do rombo das contas públicas.
Na prática, o governo tenta vender a ilusão de que o Brasil está com as contas em ordem, mas o que existe é uma sequência de manobras, renúncias e gastos com forte cheiro eleitoral. É o mesmo roteiro conhecido dos governos petistas: promessas, “bondades”, truques fiscais e uma conta pesada para a população pagar depois.
Lula tenta se manter no poder empurrando o país para uma nova crise fiscal. A diferença é que, desta vez, o brasileiro já conhece o final desse filme — e sabe que, quando o governo gasta sem limite, quem paga a conta é sempre o povo.
