Em meio à escalada das tensões entre Brasil e Estados Unidos, analistas passaram a levantar a possibilidade de que o governo Donald Trump avance para medidas ainda mais duras contra autoridades brasileiras, com Lula e Alexandre de Moraes no centro das especulações.
O alerta ganha repercussão diante do endurecimento da postura americana contra integrantes do governo brasileiro e do Judiciário. Moraes já esteve no alvo direto de medidas dos Estados Unidos, enquanto os atritos entre Washington e Brasília seguem aumentando.
Na avaliação desses analistas, uma eventual ofensiva americana poderia ultrapassar sanções econômicas, diplomáticas e restrições individuais caso o confronto entre os dois países continue escalando.
Moraes também enfrenta disputas judiciais em território americano relacionadas a decisões contra plataformas e empresas dos Estados Unidos, enquanto o governo brasileiro atua para tentar encerrar processos movidos contra o ministro.
Com Trump elevando a pressão sobre Brasília, o cenário passou a alimentar discussões sobre até onde Washington estaria disposto a avançar contra autoridades brasileiras.
O temor de uma escalada americana também chegou aos bastidores de Brasília. Integrantes do Palácio do Planalto acompanham com preocupação o endurecimento da postura dos Estados Unidos e avaliam os possíveis próximos movimentos de Washington contra o governo brasileiro.
A vulnerabilidade militar do país chegou a ser admitida pelo próprio ministro da Defesa, José Múcio. Questionado sobre o que o Brasil faria diante de uma eventual invasão dos Estados Unidos, ele foi direto: “Temos que abrir o portão.” Segundo Múcio, o Brasil não possui equipamentos capazes de enfrentar o poder militar americano nem recursos suficientes para suportar os danos de um confronto.
