Lula recusou que o encontro com Donald Trump fosse transmitido ao vivo porque temia ser exposto publicamente pelo presidente americano diante das câmeras.
A reunião ocorreu de forma reservada, longe da transmissão ao vivo, e terminou sem entrevista conjunta à imprensa. A agenda previa uma participação dos dois líderes com jornalistas, mas o compromisso foi cancelado, e Lula deixou a Casa Branca sem falar ao lado de Trump.
Nos bastidores, o receio era claro: evitar que Lula passasse por uma situação semelhante à enfrentada por outros líderes estrangeiros no Salão Oval. Trump já havia constrangido publicamente Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, e Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul, em encontros acompanhados pelas câmeras.
O Planalto sabia que uma exposição ao vivo poderia abrir espaço para cobranças diretas sobre temas sensíveis, como tarifas comerciais, segurança pública, crime organizado, minerais críticos e a relação do Brasil com os Estados Unidos.
Por isso, Lula preferiu manter a conversa longe das câmeras. A decisão evitou perguntas duras, reações imprevisíveis e uma possível cena de humilhação pública em plena Casa Branca.
No fim, o encontro terminou sem coletiva conjunta, sem transmissão ao vivo e sem explicações imediatas à imprensa. Para opositores, Lula não apenas evitou Trump diante das câmeras: evitou o risco de sair do Salão Oval politicamente derrotado em rede mundial.
