Após a filiação de Reinaldo Azambuja ao PL, Marcos Pollon anunciou, nesta segunda-feira (22), sua pré-candidatura ao governo de Mato Grosso do Sul. O anúncio ocorre um dia depois do evento de filiação do ex-governador, realizado neste domingo (21), que consolidou a entrega do partido no estado ao grupo político de Azambuja, com aval do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto.
Pollon, que não compareceu à solenidade, justificou sua ausência alegando “compromissos de agenda previamente assumidos”. Ainda assim, fez questão de se posicionar publicamente após o ato político.
“Ontem o PL, pelo próprio Valdemar da Costa Neto, formalizou a filiação de Reinaldo Azambuja, entregando o partido no Mato Grosso do Sul ao grupo do ex-governador e deixando claro que a vaga ao Senado já foi dada a ele”, declarou Pollon.
O deputado federal deixou claro que não pretende abrir mão de representar o campo bolsonarista nas eleições estaduais de 2026.
“Nunca escondi que disputar o Senado era meu desejo, mas não vivo de ilusões. O que o estado precisa são lideranças de direita com coragem, preparo e alinhadas ao bolsonarismo, sem rabo preso com o sistema”, afirmou.
Diante desse cenário, Pollon anunciou que se coloca como alternativa para o governo.
“Por isso, coloco meu nome como pré-candidato ao governo, para que a direita tenha representação verdadeira em Mato Grosso do Sul”.
O deputado aposta em sua proximidade com Eduardo Bolsonaro e Michelle Bolsonaro para tentar viabilizar sua candidatura, reforçando sua posição como representante mais fiel do bolsonarismo no estado.
Convites de outros partidos
Diante do fortalecimento da aliança entre Azambuja, Riedel e o PL, Pollon também passou a ser sondado por outras legendas. Ele já recebeu convites do Novo, Republicanos e Democracia Cristã (DC), e interlocutores avaliam que novas siglas podem entrar em cena.
A avaliação nos bastidores é de que o atual governo de Eduardo Riedel, que reúne uma ampla coalizão de partidos, tem deixado alguns grupos políticos insatisfeitos com o espaço destinado no Executivo. Esse cenário pode abrir caminho para que essas forças busquem em Pollon uma alternativa eleitoral em 2026, ampliando as possibilidades de alianças em torno de sua pré-candidatura.

