André Mendonça também determinou o afastamento de Leandro Almada do cargo de diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal, além da saída preventiva do diretor-geral Andrei Rodrigues.
A decisão ocorre após Mendonça apontar a existência de relatórios internos da PF que, segundo ele, teriam promovido um “monitoramento sistemático e ilegal” de sua atuação e de outras autoridades por mais de 30 dias.
De acordo com o ministro, os documentos analisavam decisões tomadas por ele em casos relacionados ao Banco Master e às fraudes do INSS, chegando a avaliar critérios utilizados em suas decisões e possíveis “riscos decorrentes” de sua atuação.
Mendonça também afirmou que Alexandre de Moraes teria tido conhecimento desses relatórios antes de utilizá-los para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos ao próprio Mendonça.
O novo afastamento amplia a crise dentro da Polícia Federal e coloca a área de Inteligência da instituição no centro da disputa envolvendo ministros do STF e as investigações do caso Master.
