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Mídia: oposição quer chamar presos à CPI para atingir Moraes; governo teme nova crise com militares

Depois da instalação da CPI do 8 de janeiro no Senado ocorrida na quinta-feira passada (25), oposição começa a articular táticas para defender seus argumentos ou atingir membros do governo e do Judiciário. Aliados sugerem à relatora reforçar segurança.

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Políticos bolsonaristas planejam convocar alguns presos que estão na Papuda em razão dos atos do 8 de janeiro para depor na comissão. O objetivo, segundo o colunista, será mostrar que os seus direitos estão sendo desrespeitados e, assim, atingir o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de acordo com a coluna de Lauro Jardim em O Globo.

Entretanto, o jornalista afirma que o comando da CPI não deve aprovar a ida desses presos ao Senado para depor. Em vez disso, designará integrantes da comissão para ouvi-los na própria prisão.

Outra pessoa que deve ser ouvida é o ex-comandante do Exército, Júlio César de Arruda, que foi demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 21 de janeiro.

Como o general esteve no comando da força durante os ataques às sedes dos três Poderes, ele deve entrar no rol dos convocados a prestar explicações, diz a revista Veja.

A mídia também destaca que há preocupação do governo Lula com o potencial de a CPI gerar uma crise com as Forças Armadas. A relação entre o petista e as forças sempre foi mais distante, e com as invasões em janeiro, criou-se um grande abismo.

Contudo, de janeiro para frente, Executivo e Forças Armadas têm tentado criar uma maior aproximação, principalmente mediada pela cúpula do Ministério da Defesa.

Uma das pessoas no comando da CPI é a senadora Eliziane Gama (PSD), escolhida como relatora da investigação. Por conta do ambiente tensionado com a abertura dos trabalhos, aliados da parlamentar a aconselharam a reforçar a sua segurança pessoal, contudo, Eliziane refutou a ideia e propôs outra, escreve O Globo.

A senadora solicitou que o Senado requisite servidores da Controladoria-Geral da União (CGU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Polícia Federal para auxiliarem os trabalhos da relatoria.

Apesar da solicitação para presença dos órgãos, a mídia sublinha que o Ministério Público Federal não deve auxiliar na comissão. O procurador-geral da República, Augusto Aras, disse à presidência da CPI que, por determinação do Supremo, integrantes do órgão não podem mais ajudar nas comissões parlamentares de inquérito.