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O ataque de Haddad a Guedes

Ministro falou em 'projeto autoritário' do governo Bolsonaro

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ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), atacou seu antecessor Paulo Guedes, ao tomar posse na pasta.

“Não somos dogmáticos, somos pragmáticos”, disse Haddad, nesta segunda-feira, 2. “Sinto-me confortável na equipe de Geraldo Alckmin, Simone Tebet e Esther Dweck. Se antes havia um posto Ipiranga, agora somos uma rede de postos. Não existe mágica nem malabarismos financeiros, nem bala de prata.”

Haddad criticou ainda as medidas econômicas do governo Bolsonaro. “Os atos na política econômica do país em 2022 foram dos golpes mais duros que eles desferiram contra o povo, eleitoreiramente”, observou Haddad. “Não apenas contrariam o bom senso, foram deliberadamente irresponsáveis para tentar evitar o inevitável: acabar com esse projeto autoritário.”

Segundo o novo ministro da Fazenda, o governo Bolsonaro distribuiu “benesses e desonerações fiscais” para empresas, o que ele vê como uma medida ruim.

Durante a sua gestão à frente da pasta, Haddad disse que não vai “trabalhar com remendos” e que irá apresentar, ainda na primeira semana de governo, as medidas econômicas necessárias para retomar a confiança de investidores. “O que nós precisamos é de uma política ganha-ganha para o povo e para os investidores”, disse. “Buscaremos também um sistema tributário mais transparente.”

Haddad, sobre economia

Haddad confessou, em 2017, durante um debate no Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), que não entendia de economia. Na época, o petista afirmou que, apesar de dar “uns pitacos”, estudou a área por apenas dois meses. Depois da polêmica, disse tratar-se de uma piada.

“Apesar de eu dar uns pitacos em economia de vez em quando, eu estudei dois meses, que foi para passar no exame da Anpec”, afirmou o ex-prefeito. “Depois eu não estudei mais.” Hoje, Haddad diz que o vídeo foi tirado de contexto.

No mesmo evento, Haddad disse que só atravessou os dois anos do mestrado em Economia pela Universidade de São Paulo porque “colou” dos colegas Alexandre Schwartsman, economista liberal, ex-diretor do Banco Central e colunista do jornal Folha de S.Paulo, e Naércio Menezes, ferrenho defensor da avaliação de resultados de políticas públicas. Os três são professores do Insper e negaram a “cola”.