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‘O Brasil empurrou a gente para o Paraguai’, diz CEO da Lupo

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A escalada de custos e a instabilidade tributária continuam afastando empresas brasileiras. Desta vez, quem decidiu ampliar operações fora do país foi a Lupo, tradicional fabricante de meias fundada em Araraquara (SP). A companhia inaugurou em junho sua nova unidade em Ciudad del Este, no Paraguai, e deixou claro que a mudança não foi fruto de escolha estratégica — mas de imposição do ambiente hostil aos negócios no Brasil.

Em entrevista publicada neste domingo (16), a CEO Liliana Aufiero foi direta: “Não é que a Lupo foi para o Paraguai, o Brasil empurrou a gente para o Paraguai.”

Segundo a executiva, a decisão veio após a sanção da Lei nº 14.789/2023, que alterou as regras de tributação sobre incentivos fiscais do ICMS. A mudança aumentou custos e reduziu a previsibilidade para empresas que dependem de competitividade no setor têxtil — um dos mais pressionados pela carga tributária e pela burocracia nacional.

A fala da CEO expõe um fenômeno crescente: enquanto países vizinhos oferecem segurança jurídica, impostos mais baixos e estímulos à produção, o Brasil insiste em elevar encargos e criar novos obstáculos. Resultado: mais indústrias seguem o mesmo caminho, levando empregos, investimentos e inovação para fora do país.

Com a nova planta no Paraguai já ativa, a Lupo é mais um exemplo concreto de como o ambiente tributário brasileiro tem expulsado empresas — e de como a política econômica vigente tem se mostrado incapaz de manter a competitividade nacional.