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Para 46,7%, Lula usou Carnaval para propaganda antecipada, aponta Atlas/Bloomberg

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Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (26/2) revela divisão na opinião pública sobre a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. O levantamento aponta que 46,7% dos entrevistados consideram que o petista utilizou sua presença na Marquês de Sapucaí para fazer propaganda eleitoral antecipada. Em contrapartida, 41,7% avaliam que o gesto representou uma valorização da cultura e da economia do país.

Homenagem divide opiniões sobre legalidade

A pesquisa também abordou a homenagem feita ao presidente pela escola de acadêmicos de Niterói. Para 47,9% dos ouvidos, o tributo está dentro da legalidade e configura exercício de liberdade de expressão. Já 45,4% entendem que o desfile caracterizou crime eleitoral e deveria ser punido.

Questionados sobre qual deveria ter sido a postura de Lula diante da homenagem, 35,5% afirmaram que o presidente deveria ter recusado o tributo. Outros 30,9% defenderam a participação do chefe do Executivo no evento. Uma parcela de 29% opinou que ele deveria ter aceitado a homenagem, mas mantido distância da festa.

Relação com o governo – Quando questionados sobre possível interferência do governo na preparação do desfile, 40,9% dos entrevistados disseram acreditar que não houve participação oficial. Por outro lado, 32,8% veem envolvimento ativo do Planalto, “colaborando com a idealização dos elementos” da apresentação.

Crítica a grupos conservadores

A pesquisa também avaliou a percepção sobre a alegoria que representou grupos conservadores em latas de conserva durante o desfile da Acadêmicos de Niterói. Para 41,8% dos respondentes, a representação configurou “uma crítica legítima a um falso conservadorismo”. Outros 32,9% consideraram uma “zombaria ofensiva de valores tradicionais”.

Uma parcela menor, de 10,2%, interpretou a ala como manifestação de intolerância religiosa, enquanto 9,1% viram apenas um elemento humorístico típico do Carnaval.

A maioria dos entrevistados (56,2%) afirmou não ter se ofendido com a representação. Em contrapartida, 31,8% consideraram a alegoria muito ofensiva.

Metodologia – A sondagem ouviu 4.986 brasileiros entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou menos, com nível de confiança de 95%.