Search

Presas por tráfico deixam presídio para amamentar bebês em Campo Grande

Duas encarceradas foram assistidas pela Defensoria Pública de MS

Compartilhe nas redes sociais

Duas mulheres presas por tráfico de drogas conquistaram o direito de retornarem aos lares para amamentar bebês, em Campo Grande. Elas deram à luz em janeiro deste ano e foram assistidas pela Defensoria Pública de MS. 

Conforme o Dourados Agora, uma das beneficiadas tem 21 anos, mora em Campo Grande e cumpria pena no regime semiaberto. No entanto, ela fugiu da unidade e foi recapturada logo após sair da maternidade. 
Ainda segundo divulgado, a DP entrou em cena e pediu migração temporária para a prisão domiciliar, sob o argumento que o presídio semiaberto feminino não seria adequado para os cuidados a um recém-nascido.

”É necessário, com um olhar crítico e humanizado sobre a realidade tratada neste processo, implementar medidas concretas para reduzir as graves violações dos direitos humanos conferidos ao recém-nascido”, justifica Nilson da Silva Geraldo, defensor que atuou no caso e é titular da 18ª Defensoria Pública Criminal de Campo Grande. O pedido da Defensoria Pública foi aceito recentemente pelo juiz da 2ª Vara de Execução Penal, e o benefício valerá até o fim de julho deste ano.

Mais um 

A outra mãe de recém-nascido em janeiro é moradora de São Paulo capital e tem 24 anos. Estava em liberdade provisória, mas descumpriu regramentos e regrediu à cadeia. O caso também é atendido pelo defensor da 18ª Defensoria Pública Criminal.

Ainda segundo o site, a Defensoria de MS pediu a revogação da prisão preventiva por considerar que ela apresenta os requisitos para responder em liberdade, além de ter três filhos menores de 12 anos – algo que justifica a soltura, conforme entendimento já consagrado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).  O detalhe é que a presa iniciou o parto enquanto estava sendo levada ao presídio.   

Decisão

A juíza da 3ª Vara Criminal Residual de Campo Grande aceitou o pedido da Defensoria e, neste mês, revogou a prisão preventiva, o que colocou a assistida em liberdade provisória. Por enquanto, o recém-nascido está em unidade de terapia intensiva neonatal e recebe visitas diárias da mãe. O processo contra ela continua e não houve julgamento até o momento.