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Relatório Global desmente Lula e aponta alta na desigualdade no Brasil

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Um novo estudo internacional jogou água fria no discurso de “queda histórica” da desigualdade celebrado pelo governo Lula. O World Inequality Report 2026, divulgado nesta semana, afirma que a renda voltou a ficar mais concentrada no topo e que o Brasil terminou ligeiramente mais desigual entre 2014 e 2024.

Segundo o relatório — produzido por um amplo grupo de economistas, com participação de nomes ligados ao World Inequality Lab — o país segue entre os mais desiguais do mundo.

Na prática, o que o estudo descreve é um movimento clássico de concentração: a fatia que fica com os mais ricos cresce, enquanto a base não acompanha o mesmo ritmo. A reportagem baseada no documento aponta que o indicador de concentração usado no levantamento piorou no período (de 2014 a 2024), contrariando a leitura otimista propagada por autoridades.

O contraste com a narrativa oficial não é pequeno: a conclusão do relatório bate de frente com notas e leituras recentes que vinham sendo usadas para sustentar a ideia de “melhor momento em décadas”. Mas o estudo global chama atenção para um ponto incômodo: crescimento sem distribuição vira estatística bonita na propaganda e vida cara na rua — porque, quando a concentração aumenta, o rico fica mais rico e o pobre fica mais pobre.