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Sanções na União Europeia, taxas na China e nos EUA: Lula vira retrato do fracasso diplomático

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O governo Lula vem acumulando uma sequência de derrotas na política internacional, e o novo revés envolvendo a União Europeia expõe mais uma vez a fragilidade diplomática do Brasil sob a atual gestão.

A União Europeia decidiu barrar, a partir de setembro, importações de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil por causa das regras europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. A medida atinge um setor estratégico para o país e coloca o agronegócio brasileiro no centro de uma crise que poderia ter sido evitada com articulação, documentação e negociação eficiente.

O problema é que esse não é um caso isolado. A China também passou a impor uma tarifa adicional de 55% sobre carne bovina importada acima da cota estabelecida, medida que atinge fornecedores como Brasil, Estados Unidos e Austrália. Ou seja: o maior parceiro comercial do Brasil também colocou barreiras que preocupam diretamente o agro brasileiro.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o governo Trump propôs tarifas de 25% sobre importações brasileiras, elevando ainda mais a pressão sobre Brasília. Lula, que vive discursando sobre soberania e protagonismo global, sequer conseguiu abrir uma negociação capaz de barrar o avanço dessa taxação contra o Brasil.

Na prática, Lula tenta se vender como líder mundial, mas os fatos mostram outra coisa: o Brasil vem perdendo espaço, acumulando barreiras comerciais e assistindo seus principais mercados imporem restrições sem que o governo consiga reagir à altura.

O resultado é claro: o discurso grandioso de Lula não se sustenta diante da realidade. No palanque, ele fala como gigante. Na diplomacia real, tem se comportado como um anão diplomático, incapaz de proteger setores estratégicos do país e de defender com eficiência os interesses brasileiros no exterior.

Opinião | Kaio Coêne