A Disney alterou suas iniciativas de diversidade, equidade e inclusão (DEI), juntando-se a outras empresas que adotaram mudanças diante da pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi divulgada na terça-feira (11) pelos portais Axios e Variety, que citaram fontes.
Segundo as publicações, as mudanças foram comunicadas aos funcionários da Disney por meio de uma nota assinada pela diretora de recursos humanos, Sonia Coleman.
De acordo com o documento, a partir deste ano, a gigante do entretenimento substituirá o critério “Diversidade e Inclusão”, usado para avaliar a remuneração dos executivos, por um novo fator denominado “Estratégia de Talentos”.
Políticas controversas
O critério anterior tinha foco no aumento da diversidade entre executivos e gerentes, enquanto a nova abordagem priorizará o desempenho dos negócios e a defesa dos valores da empresa, como manter a Disney voltada ao entretenimento em vez de seguir uma agenda específica.
A empresa também decidiu encerrar a iniciativa “Reimagine Tomorrow” (“Reimagine o futuro”), lançada em 2021 para promover histórias e talentos de comunidades sub-representadas.
O projeto previa que 50% dos personagens de suas produções fossem oriundos de minorias e estabelecia padrões de inclusão para o conteúdo da companhia.
A iniciativa gerou polêmica no ano passado, quando a Disney enfrentou uma queixa federal sobre direitos civis por suposta discriminação ao utilizar critérios como raça, cor, religião, sexo ou nacionalidade nas decisões de contratação.
O projeto será reformulado e rebatizado como “MyDisneyToday” (“MinhaDisneyHoje”), com foco na atração de talentos.
Pressão de Trump
As mudanças na política da Disney ocorrem em meio às pressões de Trump contra as iniciativas de DEI desde seu retorno à presidência. No dia da posse, ele assinou uma série de ordens executivas que, na prática, extinguiram programas do tipo no governo federal.
Embora não possa obrigar empresas privadas a eliminarem seus próprios programas de DEI, uma das ordens assinadas por Trump “incentiva o setor privado a encerrar a discriminação e as preferências ilegais relacionadas ao DEI”.
As ações do presidente já levaram várias grandes empresas norte-americanas a revisar suas políticas. Target, Amazon, Meta*, McDonald’s, Walmart, Ford e Lowe’s estão entre as companhias que alteraram ou encerraram seus programas para evitar possíveis implicações legais.