O CEO de uma empresa de tecnologia dos Estados Unidos foi preso nesta quarta-feira (3) por fornecer equipamentos do país para as Forças Armadas e o programa nuclear do Irã. A informação foi divulgada pelo Departamento de Justiça norte-americano.
O suspeito foi identificado como Jamshid Ghomi, de 63 anos. Ele possui dupla nacionalidade, iraniana e americana, e vivia na Califórnia. Ghomi teria enviado ao regime iraniano aparelhos sofisticados de rede, segurança digital e criptografia.
Segundo o primeiro-assistente do procurador dos EUA, Bill Essayli, as ações violaram sanções internacionais. Além disso, a tecnologia vendida pode ajudar o Irã em ofensivas cibernéticas e militares contra o próprio território dos Estados Unidos.
— Ghomi é acusado de auxiliar nossos inimigos declarados ao vender componentes de redes de computadores de origem americana para o Irã e lucrar milhões de dólares — disse o comunicado divulgado por Essayli.
A acusação aponta que o empresário lucrou milhões de dólares com o esquema. Ghomi vivia em uma mansão avaliada em 35 milhões de dólares, o equivalente a R$ 178 milhões na cotação atual, em Newport Beach, uma região nobre localizada nos arredores de Los Angeles, no estado da Califórnia.
Ghomi é apontado como o CEO da Faraz Pardaz Rayaneh, empresa de redes sediada em Teerã. O governo afirma que ele utilizou a companhia por mais de uma década para comprar os equipamentos americanos e repassá-los de forma ilegal a clientes no Irã.
A Procuradoria-Geral dos Estados Unidos ressaltou que nem o empresário e nem a sua empresa possuíam autorização do Departamento do Tesouro dos EUA para realizar qualquer tipo de transação comercial envolvendo esses materiais tecnológicos.
Os representantes da Faraz Pardaz Rayaneh ainda não se pronunciaram sobre o caso. Jamshid Ghomi permanece preso e tem uma audiência em um tribunal de Los Angeles marcada para esta quarta-feira (3).
