A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta segunda-feira (3) que ainda pode ser escolhida como vice de Flávio Bolsonaro (PL), apesar de o Progressistas (PP) ter decidido manter neutralidade na eleição presidencial. Segundo a parlamentar, as conversas entre os partidos continuam e a definição deve ocorrer até o prazo final das candidaturas.
Na sexta-feira (31), o PP informou que consultou seus diretórios estaduais e decidiu não realizar uma convenção nacional para declarar apoio a nenhum candidato à Presidência. Tereza Cristina, que lidera o partido no Senado, disse que colocou seu nome à disposição para integrar a chapa do PL.
A senadora reconheceu, porém, que a decisão do PP reduziu as possibilidades de uma aliança. Ela afirmou que respeita a posição da legenda, mas destacou que ainda existe tempo para mudanças antes da definição das chapas.
– O partido, quando me disse que ia continuar na neutralidade, eu como uma pessoa de partido, eu me calo e digo que essa é a posição majoritária do PP. Mas, é claro, ainda tem um tempo, as conversas continuam com os partidos e agora é aguardar. Mas acho que a chance hoje diminuiu bastante – afirmou.
Questionada sobre uma possível mudança no posicionamento do partido, Tereza Cristina afirmou que a possibilidade permanece até o prazo final. As candidaturas devem ser definidas até 5 de agosto.
– Sim, até a hora final tem espaço – declarou a senadora.
A senadora também citou manifestações de diretórios do PP favoráveis a uma aliança com o PL. Segundo ela, uma eventual mudança na estratégia dependerá da direção nacional da legenda e do presidente do partido, Ciro Nogueira.
– Tenho visto postagem de algumas executivas que elas gostariam de participar junto com o PL dessa construção pras próximas eleições, mas isso cabe ao presidente Ciro Nogueira sentar e resolver e ver se ainda há tempo legal caso haja mudança de rota – disse.
Flávio Bolsonaro teve sua candidatura à Presidência oficializada pelo PL em 25 de julho. Na ocasião, ele afirmou que pretende dar continuidade ao legado do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de criticar Lula (PT) e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Até agora, Flávio não anunciou oficialmente seu vice, mas já afirmou que Tereza Cristina aceitou o convite. O senador também declarou que pretende ter uma mulher na chapa.
Caso não consiga fechar alianças, o PL avalia formar uma chapa apenas com integrantes do próprio partido.
