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Terremotos devastam a Venezuela e deixam país em cenário de calamidade

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A Venezuela vive um dos momentos mais dramáticos de sua história recente após ser atingida por dois fortes terremotos na quarta-feira (24). Os abalos, registrados em sequência, tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 e atingiram a região norte do país, provocando destruição, pânico e um cenário de calamidade.

Segundo balanços divulgados até esta quinta-feira (25), centenas de pessoas morreram e mais de 1.500 ficaram feridas. Autoridades também informaram que há pessoas presas sob escombros e prédios danificados ou destruídos, enquanto equipes de resgate seguem trabalhando contra o tempo nas áreas mais atingidas.

A dimensão da tragédia pode ser ainda maior. O Serviço Geológico dos Estados Unidos, o USGS, emitiu alerta vermelho para mortes e perdas econômicas e estimou, de forma preliminar, que o número de mortos pode variar entre 10 mil e 100 mil, diante da força dos tremores, da quantidade de pessoas expostas e da vulnerabilidade das construções. A projeção, no entanto, não é um balanço oficial, mas um cálculo de risco usado para medir a gravidade potencial do desastre.

A destruição atingiu casas, edifícios, vias, hospitais e estruturas públicas. Em Caracas e em regiões próximas, moradores deixaram prédios às pressas, famílias passaram a noite nas ruas e voluntários se juntaram aos socorristas na tentativa de encontrar sobreviventes.

Diante da tragédia, países passaram a anunciar ajuda humanitária. Estados Unidos, El Salvador, México, Colômbia e outras nações mobilizaram equipes de resgate, médicos, cães farejadores, equipamentos e suprimentos para auxiliar a população venezuelana.

Em meio ao cenário de dor, destruição e incerteza, a Venezuela tenta reagir a uma das maiores tragédias naturais já registradas no país. Enquanto famílias buscam por desaparecidos, socorristas seguem trabalhando entre os escombros e o mundo acompanha a dimensão da calamidade que atingiu o povo venezuelano.