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TikTok envia carta ao Itamaraty após crítica de Janja na China

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Após críticas da primeira-dama Janja na China, o TikTok enviou uma carta ao Itamaraty afirmando estar à disposição do governo Lula para dialogar sobre sua atuação no Brasil, segundo o jornal Folha de S.Paulo.

A filial do aplicativo chinês no país enviou um alerta à sede do TikTok, em razão da repercussão sobre as declarações de Janja e de Lula.

O petista defendeu a esposa, que, segundo ele, “não é cidadã de segunda classe”.

“A primeira coisa que eu acho estranho é: como é que essa pergunta chegou à imprensa? Porque estava[m] só meus ministros lá, o [presidente do Senado Davi] Alcolumbre e o Elmar [Nascimento, vice-presidente da Câmara]. Então, alguém teve a pachorra de ligar para alguém e contar uma conversa que teve num jantar, em que era uma coisa muito, mas muito confidencial. E uma coisa muito pessoal”, reclamou Lula.

Críticas de Janja

De acordo com o blog da jornalista Andréia Sadi, no G1, Janja teria pedido a palavra para falar dos efeitos nocivos da rede social TikTok.

Para Janja, o algoritmo favorece o avanço da extrema-direita.

O constrangimento se deu por vários motivos

Primeiro, ao reclamar de uma empresa privada diretamente ao ditador chinês, Janja insinua que há uma ligação entre o Tik Tok e o Partido Comunista da China.

Foi justamente a suspeita de que a empresa é obrigada a compartilhar informações com o governo comunista que suscitou uma ação no Congresso americano para bloquear a rede social nos Estados Unidos.

Em abril, o presidente Donald Trump deu um prazo de 75 dias para o TikTok se adequar a uma lei recém-aprovada, que obriga o TikTok a vender sua operação no país.

Segundo Andréia Sadi, o ditador chinês teria se saído pela tangente, dizendo que “o Brasil tem legitimidade para regular e até banir, se quiser, a plataforma“.

Além disso, Janja não se deu conta de que estava reclamando do “avanço da extrema-direita” para um ditador comunista, de esquerda.