O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está “considerando seriamente” transformar a Venezuela no 51º estado norte-americano. A declaração foi feita em ligação à Fox News e imediatamente ganhou repercussão internacional pelo peso político da fala e pelo impacto que uma medida desse tamanho teria sobre a América Latina.
Na conversa, Trump apontou a Venezuela como um país estratégico para os Estados Unidos e citou o potencial bilionário das reservas de petróleo venezuelanas, avaliadas por ele em cerca de US$ 40 trilhões. O país sul-americano possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo e, por isso, voltou ao centro da política externa americana em meio à reorganização do cenário regional.
Ao defender a possibilidade, Trump também afirmou ser popular entre os venezuelanos. “A Venezuela ama Trump”, declarou o presidente americano, sugerindo que parte da população veria com bons olhos uma aproximação ainda maior com os Estados Unidos.
A fala reacende o debate sobre a influência americana na América Latina e reforça a nova postura de Washington diante da Venezuela, após anos de crise econômica, autoritarismo chavista e colapso institucional sob Nicolás Maduro. Para aliados de Trump, a declaração mostra uma política externa mais agressiva, voltada a recuperar influência no continente, conter regimes hostis e recolocar os interesses estratégicos dos Estados Unidos no centro das decisões.
Do lado venezuelano, a declaração foi rejeitada por Delcy Rodríguez, que afirmou que o país não pretende abrir mão de sua soberania. Ainda assim, a fala de Trump colocou novamente a Venezuela no centro do tabuleiro geopolítico e expôs a dimensão do interesse americano sobre o petróleo, a segurança regional e o futuro político do país.
