Um novo escândalo de proporções bilionárias atinge em cheio o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um relatório técnico do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que entre 2019 e o início de 2025 foram pagos R$ 16,4 bilhões de forma indevida por meio do Benefício de Prestação Continuada (BPC) — e mais de 99% desse dinheiro jamais foi recuperado.
O problema, que vinha crescendo nos últimos anos, explodiu durante o terceiro mandato de Lula. Só entre 2023 e 2024, sob responsabilidade direta do atual governo, foi registrado o maior volume de fraudes e concessões irregulares. Benefícios foram pagos a pessoas com renda muito acima do permitido, cadastros inconsistentes e até beneficiários já falecidos.
A fragilidade nos sistemas de controle é alarmante. O governo Lula foi alertado pelo TCU, mas nada foi feito de forma eficaz para conter o avanço das irregularidades. Mesmo com tecnologia disponível e instrumentos legais para fiscalizar os pagamentos, o Ministério do Desenvolvimento Social — comandado por aliados do presidente — optou por manter a política de expansão acelerada do BPC, sem rigor técnico.
Segundo técnicos do tribunal, em muitos casos o benefício era concedido com base em informações manipuladas ou verificações falhas de renda familiar. Em outros, os sistemas simplesmente não cruzavam dados com óbitos, permitindo pagamentos a pessoas que já não existem — um retrato do caos administrativo.
O contraste com o INSS, que historicamente era o foco das críticas por fraudes, chama atenção. Em valores atualizados, os pagamentos indevidos no BPC triplicaram os do INSS. E o governo Lula nada fez para mudar isso.
A oposição agora pede uma CPI para investigar não apenas as fraudes, mas também a omissão da gestão petista, que teria se beneficiado politicamente da ampliação indiscriminada do programa.
Enquanto isso, os mais pobres seguem enfrentando burocracia, filas e atrasos, enquanto milhares de fraudadores seguem recebendo normalmente. O governo, até agora, não assumiu publicamente qualquer responsabilidade pelo descontrole que custou bilhões ao contribuinte brasileiro.

