O PCC ultrapassou as fronteiras brasileiras e passou a servir de “escola criminosa” para traficantes do Uruguai. A conclusão consta de um relatório da Unidade de Investigação e Análise Penitenciária da polícia uruguaia apresentado no âmbito do Mercosul.
Segundo o documento, criminosos uruguaios passaram a copiar métodos, códigos e formas de atuação de organizações brasileiras, com destaque para o PCC. A influência alcançaria grupos locais e nomes importantes do narcotráfico uruguaio.
O levantamento identificou 88 presos ligados a cinco organizações criminosas brasileiras dentro das penitenciárias do Uruguai. Desse total, 51 estariam vinculados ao PCC.
O avanço das organizações brasileiras já preocupa as autoridades do país vizinho e chegou ao Parlamento. O ministro do Interior, Carlos Negro, foi convocado para prestar esclarecimentos sobre a presença e a influência desses grupos.
Nascido dentro dos presídios brasileiros, o PCC deixou de ser um problema restrito ao Brasil. Agora, autoridades de outro país sul-americano apontam a organização como referência para criminosos locais e alertam para sua expansão além das fronteiras.
