Enquanto o país clama por mais rigor contra crimes violentos, o deputado federal Vander Loubet (PT-MS) decidiu seguir na contramão da expectativa popular. Foi o único parlamentar de Mato Grosso do Sul a votar contra o projeto de lei que aumenta de 70% para 80% o tempo mínimo de cumprimento de pena para crimes hediondos e proíbe a liberdade condicional para esses casos.
Em um estado marcado por altos índices de violência — especialmente crimes relacionados ao tráfico de drogas e feminicídios —, a postura do deputado chama atenção e gera indignação. A proposta aprovada na Câmara dos Deputados busca justamente endurecer o tratamento penal para autores de crimes como estupro, homicídio qualificado, latrocínio e tráfico internacional, protegendo as vítimas e dando respostas mais firmes à sociedade.
Loubet, porém, preferiu manter-se fiel à linha ideológica de seu partido, que tradicionalmente critica o aumento de penas como forma de combate à criminalidade. Ao fazer isso, ignorou a realidade enfrentada por milhares de brasileiros que vivem sob o medo constante da violência, especialmente em regiões fronteiriças como a de Mato Grosso do Sul.
Se o sistema carcerário brasileiro enfrenta falhas, é evidente que a impunidade também é uma das raízes da crise. Permitir que estupradores, assassinos e traficantes deixem a prisão com menos de 70% da pena cumprida, ou ainda que tenham acesso à liberdade condicional, é desrespeitar as vítimas e enfraquecer o sentimento de justiça no país.
O argumento da “ressocialização” — muitas vezes usado por parlamentares de esquerda — não pode se sobrepor ao direito das vítimas à segurança e à justiça. Não se trata de criminalizar a pobreza, mas de aplicar punições mais proporcionais à gravidade dos atos cometidos. E crimes hediondos não merecem benevolência.
Ao votar contra o projeto, Vander Loubet se isolou politicamente até mesmo dentro da bancada petista: a deputada Camila Jara (também do PT-MS) preferiu se abster da votação. Isso mostra que, mesmo entre aliados, sua posição foi considerada extrema.
Num momento em que a população pede mais ação do Estado contra o crime, o voto do deputado soa como um desacordo com o sentimento das ruas. A pergunta que fica é: a quem interessa suavizar a punição de quem comete crimes brutais?

